<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068</id><updated>2011-09-23T09:56:18.662-07:00</updated><title type='text'>Júlia em excesso</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068.post-965087731287220046</id><published>2011-03-21T20:25:00.000-07:00</published><updated>2011-03-21T20:47:21.390-07:00</updated><title type='text'>Reconhecimento</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://misshalliday.files.wordpress.com/2009/10/amigas.jpg?w=300&amp;amp;h=294" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://misshalliday.files.wordpress.com/2009/10/amigas.jpg?w=300&amp;amp;h=294" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes dias não têm sido muito fáceis. Pois eu, que tanto tenho me doado nas coisas que um dia previ e temi como adultas, me paralisei com a possibilidade de esquecer ser criança. Fiquei mesmo completamente amedrontada.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se de repente minhas grandes amizades se cansassem da minha ausência? Então talvez eu devesse ser menos ausente. Mas e se de repente fosse mesmo pela presença que se desse nelas o esquecimento da Júlia que sou? Eu sei o quanto ultimamente me pego fora de mim. Ou dentro, ensimesmada. Estranha ao que vem de fora. Por isso quando sou flagrada nestes momentos, fico aflita. Porque a distância pode ser perdoada, mas o estranhamento não. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os momentos em que nem eu me reconheço são perigosos. Como pode o outro me reconhecer? Não consigo imaginar algo diferente de um grande e fatal estranhamento. Então, como eu sempre me contorço por dentro só de pensar em perder minhas grandes amizades, fujo do encontro para não correr o risco. A distância me parece mais segura. Mas por vezes os planos me atropelam e eu não consigo escapar. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses dias fui revirada. Eu tinha me perdido de mim quando aconteceu o que eu menos desejava: fui flagrada. E então me contorci. Veio-me o susto do pensamento de que tudo pode se perder em um segundo. Achei que tinha sido fatal, que nunca mais seria reconhecida de novo. Mas a vida me veio com uma dessas respostas bem claras. Aliás, uma sequência de respostas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui pega de surpresa bem no meio do medo com uma ligação inesperada de uma das pessoas que mais amo nesse mundo. Ela me ligava pra compartilhar uma grande alegria. O compartilhamento se fez espelho. E aquilo me encheu a alma. A alegria dela virou a minha e a amizade gritou.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois dias depois fui pega de surpresa de novo com outra ligação especial: uma amiga com quem eu não falava há muito tempo e que me lembrou quem eu era. A amizade preencheu o vazio. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, com tanta esperança de reconhecimento, me entreguei ao flagra. Fui visitar uma grande amiga de infância que teve uma filhinha no dia do meu aniversário. E, como se não bastasse, &amp;nbsp;fui presenteada ainda mais com uma conversa tão livre e solta e sem medo como há muito tempo não repartíamos. A amizade voltou a ser inocente.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram tantos desnudamentos que logo me vi de volta. Minhas amigas me relembraram a mim. Elas, para as quais eu por tantas vezes me faço longe e distante. Percebi com muita força o quanto meus pedaços estão todos guardados, um pouquinho em cada uma e o quanto estão ao meu alcance. Eu posso sempre voltar e me recolher e me refazer. Porque elas me sabem quando eu não tenho a mínima idéia de mim. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2189063637107914068-965087731287220046?l=juliaemexcesso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/965087731287220046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2011/03/reconhecimento.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/965087731287220046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/965087731287220046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2011/03/reconhecimento.html' title='Reconhecimento'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068.post-804699294318282280</id><published>2011-03-13T17:03:00.000-07:00</published><updated>2011-03-13T20:02:00.741-07:00</updated><title type='text'>O meu mar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gehvRG4gxFQ/TX1bEBNRcCI/AAAAAAAAD54/7eAUnI6YHmc/s1600/PuntaDelEste%2B%2528104%2529.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="140" src="http://1.bp.blogspot.com/-gehvRG4gxFQ/TX1bEBNRcCI/AAAAAAAAD54/7eAUnI6YHmc/s200/PuntaDelEste%2B%2528104%2529.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode ser clichê, mas eu sempre vejo no mar uma metáfora da vida. Eu vejo esforço quando o mar volta se descolando da areia. O recuo de suas ondas é sofrido. É o mar em dor, em força de embotamento, contenção. O mar revolve tudo em sua volta a si mesmo, me parece sofrer. Mas é um recuo que se faz necessário: sem ele não há acúmulo, não há crescimento de uma nova onda. E a onda é esse recuo se acumulando... e logo desfazendo em queda, em entrega: vem farto, livre, se joga e se deixa fluir até todos os limites possíveis, até desaparecer em finas águas sobre a areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me doer no mar o seu recuo, me parece um esforço em que todas as forças se sugam, todas as energias se revolvem em si mesmas. Parece-me libertação a queda da onda, extroversão, vôo, desenraizamento. Parece-me o mar se libertando de todo seu recolhimento doído. Mas logo vejo esse duplo e simultâneo encontro: a onda é queda, é o lançar-se em entrega inteira, sem meios termos. As águas lançadas hão de se revolver novamente em dor e só assim a liberdade se faz, no seu desespero que inevitavelmente será recuo e contenção e parecerá relaxamento e liberdade e logo dor de novo. Não há um ponto final, não há um fim: a entrega voluptuosa em expansão é sempre queda a um recuo forçoso a fim de ser nova entrega.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há beleza nem tristeza nesse movimento que pra mim é a própria vida. As coisas não querem saber das nossas emoções. A vida não tem o menor respeito com os nossos sentimentos. Ela é simplesmente assim: entrega e recuo, euforia e contenção. Se me canso desse movimento, é verdade que  também me excito. Se não há condescendência, me contento com a entrega no meu esforço de recuo para me derramar sempre e de novo. Se há sempre dor, também sempre há alguma recompensa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2189063637107914068-804699294318282280?l=juliaemexcesso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/804699294318282280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2011/03/o-meu-mar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/804699294318282280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/804699294318282280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2011/03/o-meu-mar.html' title='O meu mar'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gehvRG4gxFQ/TX1bEBNRcCI/AAAAAAAAD54/7eAUnI6YHmc/s72-c/PuntaDelEste%2B%2528104%2529.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068.post-2270328306907139323</id><published>2010-09-19T13:11:00.000-07:00</published><updated>2010-09-23T16:41:23.187-07:00</updated><title type='text'>Platão, linguagem e democracia</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IDQKk7xQ6m4/SLRiTeAoYMI/AAAAAAAACBM/fQsx4QpLGmE/s1600/todos-juntos1.gif" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_IDQKk7xQ6m4/SLRiTeAoYMI/AAAAAAAACBM/fQsx4QpLGmE/s200/todos-juntos1.gif" width="198" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(O texto abaixo trata-se de um trabalho para uma disciplina da faculdade) &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o pertencimento de sangue, classe social ou a competência do saber especializado deixam de contar como critério para a participação na decisão da vida em comunidade, temos a realização de uma novo princípio: o democrático. A criação do regime de isonomia realizada pelo grego Clístenes será porém a centelha não só deste grande valor político,&lt;br /&gt;mas também da eclosão de uma questão filosófica que por muito tempo definirá a própria filosofia e que -  ainda  - nos colocará um enorme desafio político. Se todos na pólis podem dar sua opinião e se cada falar é tão legítimo quanto o outro, sendo princípio democrático justamente essa legitimidade que independe de formação especializada sobre o assunto de que se fala, a capacidade de usar a linguagem de modo a persuadir se impõe. Impõe-se também o desligamento do dizer com a verdade, do logos com o ser, da linguagem com as coisas. Segue-se daí as mais diversas relações entre os homens e a idéia de verdade, mundo real, coisas em si. E o grande problema da relação entre linguagem e política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.dialogocomosfilosofos.com.br/wp-content/uploads/2010/02/socrates_so.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="155" src="http://www.dialogocomosfilosofos.com.br/wp-content/uploads/2010/02/socrates_so.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;O choque de Platão com a morte de seu mestre Sócrates reforça o choque com a gravidade dessa cisão do logos com o ser, na medida em que este homem condenado à morte pela própria cidade demonstra ser o mais comprometido com a moralidade e o bem público. Esse incessante ato de dizer, de ser cidadão pelo falar - de ter prestígio pelo melhor discurso - inaugurado pela democracia ateniense gera contraditoriamente um descompromisso com o que é justo, bom e moral na medida em que é possivel persuadir sem estabelecer necessariamente conexão da fala com uma verdade . Platão segue seu mestre na busca da adequação do logos com o ser. Mas enquanto Sócrates o faz através do seu incansável questionamento o que é justiça, o que é piedade e outros o que é com fins a simplesmente fazer na prática o que é justo e bom, Platão vai além deste nível. Ele tira as últimas consequencias do ato filosófico de Sócrates, que é a tentativa de reunir o diverso em definições únicas, fazer as diferentes opiniões e multiplicidades se reduzirem a uma única verdade. A sede por esta verdade única, um uno a que se pudesse recorrer para alcançar os conceitos, que devem definir a essência das coisas, fazem Platão definir uma ontologia do inteligível com existência independente da multiplididade do sensível.&amp;nbsp;O dualismo ontológico de Platão é erigido, portanto, no seu esforço de obter&lt;br /&gt;&lt;a href="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:MoyyBlE77wU_tM:http://www.comocasar.org/images/conversar3.jpg&amp;amp;t=1" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:MoyyBlE77wU_tM:http://www.comocasar.org/images/conversar3.jpg&amp;amp;t=1" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="184" src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:MoyyBlE77wU_tM:http://www.comocasar.org/images/conversar3.jpg&amp;amp;t=1" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;garantias contra os profissionais do falar, do seu desejo de se libertar de tantos múltiplos, tantas opiniões que se fazem valer sem de fato estarem de acordo com as coisas reais. Pois este fazer-se valer pelo mero ludibriamento de palavras postou-se como algo muito grave, revelou-se capaz de levar os homens a grandes confusões e a absurdos, a exemplo, extremamente chocante e instigador, da condenação do grande mestre Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linguagem e o ser, o dizer e a verdade, o logos e as coisas, eis terrenos que a filosofia não se cansará de relacionar e realizar. O exercício da democracia é que teria levado ao grande escândalo de separação entre eles – separação da qual nasce o filosofar - ao promover uma “evolução da natureza do logos” (tal como considera Christophe Rogue). Platão relata nas Leis um tempo em que logos e ser eram unos apresentando num sonho o tempo perdido em que os pastores das montanhas, os sobreviventes do dilúvio, ao falar, diziam exatamente o ser. Em alguns textos gregos o logos por vezes é apresentado como um dom dos deuses, embora nos deuses o logos permaneça unido com o ser. De qualquer modo, o uso do dom da linguagem é um problema relacionado com a política por sua própria natureza. No mito relatado por Protágoras, a linguagem não só é um dom divino, mas também um dom que nasce relacionado com a arte da política. A doação da arte da política aos homens é a “solução definitiva” encontrada por Zeus para o risco de extinção da espécie humana que, por confusão dos próprios deuses, teria ficado despida de outros dons animais de defesa. Se os homens decorrem de um erro divino, a distribuição do pudor e da justiça apresenta-se como a melhor remediação deste “erro”. Zeus teria sido complacente ao perceber que sem o dom da política os homens jamais poderiam sobreviver, pois, na medida em que só unidos podiam se defender, sem a política acabariam por se violentarem uns aos outros e extinguiriam-se por conta própria.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://souzacampus.files.wordpress.com/2007/04/souzacampus-zeus-detahe.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://souzacampus.files.wordpress.com/2007/04/souzacampus-zeus-detahe.jpg" width="186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É pela necessidade de estarem em comum unidade que tal dom igualmente teve de ser comum: diferentemente de todos os dons que os homens receberam, o pudor e a justiça não poderia ser distribuído desequilibradamente entre os homens. Tais dons se realizariam através do logos, dado que a construção da vida política passa pela linguagem . Trata-se de um reconhecimento do logos na política num princípio da democracia: todos devem poder falar. E é através do uso da linguagem que se realiza a arte da política. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a política pela democracia cai, entretanto,  numa espécie de arapuca que ela mesmo cria. Pois se é através da política que se deve decidir e realizar o que é bom para a pólis, o uso reiterado da linguagem no modo democrático gera um tal descolamento do logos que a pólis acaba por se guiar não mais em vista do bem público, mas do melhor discurso enquanto techné. A busca da verdade una exercitada por Platão será uma tentativa de evitar os desvios da pólis do que é justo, moral e bom em decorrência de melhores técnicas de retórica. Politicamente podemos dizer que este desafio que a armadilha democrática sugere está presente ainda hoje. Afora a solução de Platão, que acaba por sugerir um governo não democrático, mas guiado por filósofos, cabe-nos ainda perceber, pelos trilhos que ele percorre instigado por este problema, como a discussão filosófica da verdade e do logos, em um esquema ou não de adequação, tem profunda relação com o modo que fazemos - e o modo que desejamos fazer - política.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://acarajebrasil.files.wordpress.com/2009/12/debate1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="134" src="http://acarajebrasil.files.wordpress.com/2009/12/debate1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Se a linguagem é neutra, e assim se (re)afirma no exercício democrático, podendo ser utilizada para defender opiniões opostas, para Platão, cabe à filosofia ser a linguagem normativa que deve realizar a união entre o que é ético e o que se diz que é ético. Platão realizará a filosofia neste papel diferenciador das outras construções da linguagem dando sequência à insistência de Sócrates em mostrar a diferença entre saber e saber falar. A democracia é a pretensão de que todas as opiniões são legítimas desde que saibam falar. Na democracia saber falar basta para todo saber e Sócrates defendeu o exato contrário: o saber falar é a ruína do saber na medida em que bloqueia a busca do saber verdadeiro pela própria pretensão de que já se sabe. Platão irá argumentar que a cidade ébria de logos se torna mais suscetível a se levar por tiranias, o que seria um desembocamento contraditório da democracia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JM_Vn-tspNM/S7cq__fn04I/AAAAAAAAADo/jiKY3oKoAyo/s1600/demagogia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_JM_Vn-tspNM/S7cq__fn04I/AAAAAAAAADo/jiKY3oKoAyo/s200/demagogia.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;Sócrates argumenta que a existência do saber especializado demonstra a possibilidade de o saber estar em um e não em todos. Seu argumento é reforçado pelo próprio fato das assembléias democráticas atenienses por vezes buscarem opiniões dos técnicos para decidirem sobre determinado tema. Se a própria democracia reconhece por vezes a superioridade da techné, por que considerar legítimas as opiniões da multidão em detrimento do saber especializado? No diálogo com Protágoras, Platão, através de Sócrates, reconhece uma techné da logos justamente para inverter a pretensão da legitimidade do falar da multidão. Enquanto o sofista Protágoras defende essa pretensão democrática no argumento de que a logos pode ser ensinada a qualquer um, Platão apresenta-se contra a democracia justamente pelo mesmo motivo: se a logos é uma techné, um saber especializado, deve-se recorrer não à logos da multidão, mas ao especialista. E, considerando que toda techné deve ser aplicada a fins determinados e que os fins da política é o bem da polis, então deve-se recorrer ao especialista em adequar a techné – instrumento – aos fins que se pretende. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jUpz57qjlFk/SuWOdAU89_I/AAAAAAAABWk/OoHI00EC7SM/s1600/boca+da+verdade+em+roma" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_jUpz57qjlFk/SuWOdAU89_I/AAAAAAAABWk/OoHI00EC7SM/s200/boca+da+verdade+em+roma" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;Platão irá admitir, assim,  uma techné da logos, mas de modo diferente do sofista Protágoras. O verdadeiro saber falar para Platão é o uso da logos em acordo com o ser. Admitindo a arte do falar, o logos como techné, cabe estabelecer critérios para este saber – visto que se diferencia da empiria – e relacionar esta techné a fins específicos. Daí Platão evocar na República a discussão de tais fins como dados dentro ou fora da própria techné e defender, por conseguinte, uma hierarquia de saberes e a existência de um saber supremo que estabelece os fins aos demais. Este saber supremo seria uma techné que deve dar razão às outras technés: a filosofia. O acordo com Protágoras contribui para a justificação de um governo dos filósofos: estabelecendo o logos como techné, pode-se afirmá-lo como devendo ser objeto da filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à cisão entre linguagem e ser, há diversas sugestões da logos como techné além da de Platão, que são exatamente aquelas contra as quais ele se levanta e que, por isso, são apresentadas nos seus textos. Enquanto Platão está preocupado com um discurso que diga o ser, os discursos de aparência se preocupam com a utilidade do logos segundo o favor do momento. A retórica é o discurso que se esforça para agradar a multidão e é a técnica mais direta de poder. A sofística e a erística já se arrogam o dizer do ser, o que se demonstra ainda mais perigoso para a filosofia, pois embora se pautem em recursos, demonstrações e contradições inerentes à própria linguagem, tais discursos apresentam a pretensão de adequação a um saber universal e de conexão entre o logos e o ser do mesmo modo que a filosofia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_81wFF9CjHjY/Sc0gDJnmQ3I/AAAAAAAAA5w/c70Rdz_qfZA/s1600/contradi%C3%A7%C3%A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_81wFF9CjHjY/Sc0gDJnmQ3I/AAAAAAAAA5w/c70Rdz_qfZA/s200/contradi%C3%A7%C3%A3o.jpg" width="171" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A aparência de saber, a racionalização vã, a falta de rigor nas coerções da linguagem que vencem e refutam sempre, são denunciados por Platão não só por não conduzirem a nenhum saber, mas também por serem responsáveis na geração de uma decepção. Tal decepção seria fonte de ceticismo e relativismo. Platão não se convence pela idéia do homem como medida de todas as coisas, ainda que sua idéia de uno em suas obras de maturidade cedam na ontologia do inteligível ao estabelecer maior relação deste com a sensibilidade. A mudança da concepcão do dualismo ontológico por Platão não irá em nenhum momento significar a desistência de dizer o ser. Platão não se contenta com a linguagem como mero instrumento de designação – indicação – das coisas do mundo sensível. Também a sensação de cada um sendo diferente uma da outra não estabelece diferentes realidades, pois se todos os discursos forem verdadeiros e não houver mais possibilidade de verdade, a idéia de realidade deixa de existir. Platão nega a idéia do homem como medida de todas as coisas como auto-refutável: se todos os discursos são verdadeiros, também o é aquele que diz que o homem é a medida é falso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8YD79ckRH1A/Rq9GaIILVoI/AAAAAAAAADc/WTca6mKia38/s1600/o+erro+e+a+verdade.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_8YD79ckRH1A/Rq9GaIILVoI/AAAAAAAAADc/WTca6mKia38/s200/o+erro+e+a+verdade.JPG" width="166" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Independentemente de como os diferentes pensadores localizarão a questão da linguagem e do ser, cabe uma reflexão importante que herdamos de Platão acerca do uso do logos que se situa nos mesmos motivos que impulsionaram Platão em sua filosofia. A linguagem no mero exercício do falar deve ter legitimidade para estabelecer o que é bom para todos? Se não, o que determina que não se dê um mero exercício do dizer (considerando todos os perigos das diversas technés do logos) em nossa democracia?  Aqui, a teoria (se encontra com a) prática.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2189063637107914068-2270328306907139323?l=juliaemexcesso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/2270328306907139323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2010/09/platao-linguagem-e-democracia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/2270328306907139323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/2270328306907139323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2010/09/platao-linguagem-e-democracia.html' title='Platão, linguagem e democracia'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IDQKk7xQ6m4/SLRiTeAoYMI/AAAAAAAACBM/fQsx4QpLGmE/s72-c/todos-juntos1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068.post-4082891640435667975</id><published>2010-07-06T16:41:00.001-07:00</published><updated>2010-09-23T16:45:23.736-07:00</updated><title type='text'>Lei ficha-limpa: a negação da democracia (texto atualizado)</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CISAURA%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}a:link, span.MsoHyperlink	{color:blue;	text-decoration:underline;	text-underline:single;}a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed	{color:purple;	text-decoration:underline;	text-underline:single;}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:2.0cm 2.0cm 2.0cm 2.0cm;	mso-header-margin:35.45pt;	mso-footer-margin:35.45pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8HjG9MlcOK0/TECMisrwEpI/AAAAAAAAAjA/FGw-tNat8ac/s1600/democracy1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_8HjG9MlcOK0/TECMisrwEpI/AAAAAAAAAjA/FGw-tNat8ac/s200/democracy1.jpg" width="163" /&gt;&lt;/a&gt;Admira-me ler matérias sobre o caso ficha limpa com pretensão de objetividade, quando já sabemos que o jornalismo íntegro deve se pautar pelo posicionamento claro.&amp;nbsp; A aplicação do ficha limpa nos termos da idéia que ele encerra não é nova. A emenda constitucional nº 1 e a Lei complementar nº 5 feitas pela ditadura militar inauguraram esta “grande idéia” de cassar direitos políticos e proibir a elegibilidade de alguém julgando sua vida pregressa, ou seja, sem o trânsito em julgado da sentença condenatória.&amp;nbsp;A lei do ficha limpa pode vir a ser - se já não é - uma das formas mais eficazes de coibir a disputa eleitoral dos cidadãos por simples discordância política e ainda de reforçar o caráter de classe da democracia (economicizar ainda mais a política) - visto que os que não puderem "comprar" &amp;nbsp;o tal colegiado de juízes&amp;nbsp;estarão fora da disputa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oAi6QaXkvb8/Sw1fte0CpPI/AAAAAAAAAAM/rkAQVDIzclI/s1600/grecia_maior.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://3.bp.blogspot.com/_oAi6QaXkvb8/Sw1fte0CpPI/AAAAAAAAAAM/rkAQVDIzclI/s200/grecia_maior.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A lei do ficha limpa não é de modo algum reforço da democracia, pois esta supõe, por princípio, a isonomia e a possibilidade de voz a qualquer cidadão, independentemente da sua vida pregressa. Aliás, os gregos atenienses iam bem mais longe, pois até os "erros" cometidos pelos cidadãos em caráter privado eram deixados de lado quando o assunto era o exercício da vida pública na política democrática. Ficha-limpa é a negação do princípio de que cabe aos cidadãos de&amp;nbsp;qualquer formação social, educacional ou profissional - e não a juizes especialistas - &amp;nbsp;fazer as escolhas de quem serve e de quem não serve para a vida pública. Princípio este que (re)põe a democracia como participação real do povo na vida pública e não a delegação deste exercício político - que deve ser estimulado e aprendido pela própria reiteração da ação de participação - aos "especialistas". No sentido grego, portanto, o ficha limpa em nada reforça a democracia, muito pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_plg2-iEzA6k/TDIF68zajZI/AAAAAAAAAIc/ylVeq3zYkDc/s1600/marionete1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="172" src="http://2.bp.blogspot.com/_plg2-iEzA6k/TDIF68zajZI/AAAAAAAAAIc/ylVeq3zYkDc/s200/marionete1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.asterisko.com.br/wp-content/uploads/2008/01/marionete.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;No sentido atual, em que pela modernidade já se misturou a economia no próprio exercício da política, e as instituições não se resguardam da corrupção exatamente pela distância do povo da participação efetiva do "cuidar do bem público", menos ainda podemos dizer que a lei ficha-limpa contribui. A lei estabelece e estimula exatamente um maior afastamento em relação a este cuidar, ainda que o movimento pela criação e aplicação desta lei demonstre ser o contrário. A contradição aí é inerente: exatamente a aproximação do povo da vida pública, a preocupação com o cuidado das instituições comuns se estabelece na apresentação de um projeto que justamente retira do próprio povo o "cuidar do bem público". É como se negar livremente a possibilidade de exercício da liberdade. (Não poderia deixar dizer que isto é típico do deste sistema capitalista, pois nele mais que nunca reina a máxima contraditória liberdade = não liberdade). Será que o exercício da cidadania e participação democrática só pode se dar dessa maneira que nega a si? Estaríamos tão carentes de ver/estabelecer uma participação efetiva dos cidadãos na vida comum que devemos concordar (e além do mais, exaltar) uma participação que clama por ser não-participativa, não responsável? Não tenho ilusões de que tudo isso não seja sintomático do próprio capitalismo. Mas digo aqui do ponto de vista daqueles que não concordam e não argumentam nestes termos. Digo em termos de política no sentido democrático, de democracia enquanto conceito e definição. A lei do ficha-limpa encerrada nestes termos de política clássica em si já seria absurda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ObVUWmmae5s/S778riaz7zI/AAAAAAAAFpU/5T1NUaWAN48/s1600/CORRUP%C3%87%C3%83O+-+JUIZES+E+TRIBUNAIS.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="122" src="http://2.bp.blogspot.com/_ObVUWmmae5s/S778riaz7zI/AAAAAAAAFpU/5T1NUaWAN48/s200/CORRUP%C3%87%C3%83O+-+JUIZES+E+TRIBUNAIS.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Mas como mencionei a modernidade, tenho ainda que acrescentar o argumento nos termos de crítica no próprio capitalismo. Neste sentido a lei ficha-limpa é reforçar/estimular a elitização eleitoral. Na medida em que é fato que sob esse sistema as instituições são altamente corruptíveis, delegar a um grupo de 3 juízes (no caso 2 já são maioria) o poder de acatar ou não denúncias de corrupção sobre um cidadão que queira&amp;nbsp;disputar as eleições é, no mínimo, facilitar que a disputa favoreça os mais ricos. Pois, se já hoje a disputa favorece os mais ricos, isso ocorre a nível de financiamento das campanhas eleitorais. Mas o ficha-limpa facilita (barateia os custos) para os mais ricos possibilitando que se elimine o adversário na pré-disputa, já o retirando do páreo. Denúncias infundadas + Dinheiro + Juízes corruptíveis viram receita certa para vencer o adversário definitivamente, visto que o povo como juiz sai de cena através da lei. E - voltando ao sentido grego, conceitual - não deveria ser o povo o dificultador da não realização da democracia plena pela própria presença popular na cena da escolha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez as distinções entre esquerda e direita estejam mesmo matizadas. Mas se ainda é possível falar nelas - e eu sou otimista justamente por ainda as considerar válidas a ponto de demarcá-las aqui - há algum adjetivo que não consigo encontrar para denominar o que é a esquerda apoiar uma lei como esta que tem claras&amp;nbsp;conseqüências&amp;nbsp;- de caráter de classe - de maior elitização das instituições públicas. Ingenuidade? Retórica? Alienação? Oportunismo eleitoral? Não sei mesmo como qualificar o fato da esquerda apoiar este projeto. Não tanto por relacionar a esquerda com a democracia (relação que demonstrou-se historicamente não teoricamente e praticamente necessária), embora eu concorde com essa união de maneira muito particular, mas por relacionar a esquerda a uma luta a favor dos menos favorecidos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://unisinos.br/blog/ndh/files/2008/10/ditadura.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://unisinos.br/blog/ndh/files/2008/10/ditadura.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Na verdade, &amp;nbsp;se &amp;nbsp;o ficha limpa é um projeto de natureza não&amp;nbsp;democrática&amp;nbsp;pode-se afirmar sem erro: é de natureza totalitária, tirânica ou, no mínimo, oligárquica. E, por isso, destino esse texto, se não tanto a toda a esquerda, mas pelo menos àquela que lutou contra a ditadura. O que vejo hoje é que o ficha-limpa é exaltado tristemente até mesmo pela esquerda que tanto lutou pela queda do regime militar. Questiono: a luta da esquerda &amp;nbsp;é essa? &amp;nbsp;Trocar o regime militar pelo regime dos que podem comprar 2 juizes na guerra política da acusação sem provas? Transferir a decisão das questões políticas do sufrágio universal para o judiciário enquanto instituição comprovadamente corruptível? É essa a "democracia" pela qual a esquerda tanto lutou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das polêmicas geradas pelo meu texto anterior, o que me fez reescreve-lo com mais calma na exposição dos meus motivos de ser contra o ficha-limpa, seria muito proveitoso ver opiniões que queiram me convencer do contrário. Deixo abaixo alguns links de bons artigos sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4631" style="color: blue; text-decoration: underline;"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4631&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://rolim.com.br/2006/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=760&amp;amp;Itemid=3" style="color: blue; text-decoration: underline;"&gt;http://rolim.com.br/2006/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=760&amp;amp;Itemid=3&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://ultimainstancia.uol.com.br/artigos_ver.php?idConteudo=63597&amp;amp;utm_source=twitterfeed&amp;amp;utm_medium=twitter" style="color: blue; text-decoration: underline;"&gt;http://ultimainstancia.uol.com.br/artigos_ver.php?idConteudo=63597&amp;amp;utm_source=twitterfeed&amp;amp;utm_medium=twitter&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;Aguardo, sinceramente, opiniões que tentem mostrar que o ficha-limpa seja democrático ou não elitista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voilà!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2189063637107914068-4082891640435667975?l=juliaemexcesso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/4082891640435667975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2010/07/acorda-esquerda-acorda-brasil.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/4082891640435667975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/4082891640435667975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2010/07/acorda-esquerda-acorda-brasil.html' title='Lei ficha-limpa: a negação da democracia (texto atualizado)'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8HjG9MlcOK0/TECMisrwEpI/AAAAAAAAAjA/FGw-tNat8ac/s72-c/democracy1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068.post-847567799211989142</id><published>2010-03-27T17:06:00.000-07:00</published><updated>2010-04-02T15:03:00.684-07:00</updated><title type='text'>Algo sobre Rousseau</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imagecache6.allposters.com/LRG/13/1350/YMZS000Z.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://imagecache6.allposters.com/LRG/13/1350/YMZS000Z.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif, Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;Resolvi tentar publicar algum artigo meu. E não é que aceitaram? Pra não dizer que não falei de Rousseau...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif, Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;a href="http://www.revistaindice.com.br/julialemosresumo.htm"&gt;http://www.revistaindice.com.br/julialemosresumo.htm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2189063637107914068-847567799211989142?l=juliaemexcesso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/847567799211989142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2010/03/minha-primeira-publicacao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/847567799211989142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/847567799211989142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2010/03/minha-primeira-publicacao.html' title='Algo sobre Rousseau'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068.post-8623642984374962007</id><published>2010-03-12T14:29:00.000-08:00</published><updated>2010-03-12T15:12:12.064-08:00</updated><title type='text'>China: primeiras impressões</title><content type='html'>&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1xFFedg9YI/AAAAAAAADbE/U9BPlCU9ANw/s1600/DSC02429.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://lh6.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1xFFedg9YI/AAAAAAAADbE/U9BPlCU9ANw/s200/DSC02429.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Os dias andam corridos e sem inspiração ou, simplesmente, vontade de escrever para o blog. Como a Lian é&amp;nbsp;minha guardiã de coisas que começo e não dou continuidade, ela sugeriu que eu postasse algumas impressões&amp;nbsp;&amp;nbsp;que tive e registrei durante meus primeiros dias na China, em janeiro. Então, para quem ainda não leu, aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Janeiro de 2010 - China: primeiras impressões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns dias desembarquei na grande China, ou  “Império do meio” e alguma coisa, como parece estar escrito nos ideogramas...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://china.tudosobre.org/wp-content/uploads/2008/03/zhongguo.gif" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="120" src="http://china.tudosobre.org/wp-content/uploads/2008/03/zhongguo.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desde que nasci meu pai fala da China como o grande país do futuro. Ele morou em Beijing durante um os anos de chumbo do Brasil e os ares da revolução cultural chinesa. Ele aprendeu um pouco do mandarim e táticas de guerrilha para lutar pela democracia em seu país natal. Desde então em tudo o que vai fazer tenta incluir a China no meio. Lançar minha irmã como cantora no ano novo da China, mandar minha outra irmã, Tati, estudar um ano na Universidade de Beijing, ler Mao Tse Tung quase todos os dias e, nos últimos anos, fazer comércio. China pra lá, China pra cá, todos da família já haviam estado aqui em algum momento, menos eu. Agora chegou a minha vez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1hTEDU8alI/AAAAAAAADOk/KZNyvvFdvlo/s1600/DSC02390.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://lh5.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1hTEDU8alI/AAAAAAAADOk/KZNyvvFdvlo/s200/DSC02390.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pela previsão do tempo, -16 graus Celsius, confesso que fiquei temerosa de vir. Mas não resisti à oportunidade, claro. E ainda bem! Por mais que tenha ouvido falar sobre a China durante vários anos, visto algo em filmes, documentários e livros, não há como descrever o que esse país é. Minha irmã Tati talvez tenha utilizado a melhor frase nessa tentativa: “É um outro planeta!” Só agora consigo compreendê-la bem! Tantas impressões erradas, pequenas diante de tanta grandeza, tanta falta de imaginação e de possibilidade de pensar em algo assim... Não sei bem o que dizer, e como dizer, sobre tudo o que estou vendo nestes poucos dias por aqui. Vou tentar escrever um pouco sobre as primeiras impressões. Nada muito compromissado, apenas como turista completamente perplexa mesmo, que é como me sinto neste momento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1cpFRp-SQI/AAAAAAAADIk/FOGu0ZLdppg/s1600/DSC02274.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://lh3.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1cpFRp-SQI/AAAAAAAADIk/FOGu0ZLdppg/s200/DSC02274.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Ao desembarcar em Beijing nem acreditava que havia chegado. Tanto tempo dentro de aeroporto, avião, que nem mesmo o luxo de uma viagem como essa consegue impedir o imenso cansaço. E a sensação de que realmente se está indo para o outro lado do meu mundo! Pegar malas, taxi, chegar ao hotel, passar pela confusão do fuso horário... E ainda manter um grande sorriso por dentro pela surpresa a cada passo: China!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o alívio em se descobrir que não só não morreremos de frio como ainda iremos gostar do clima “refrescante”, a verdadeira estadia começa. Aqui o céu está o tempo todo cinza, acho que pela mistura do frio com a poluição.  Mas a suntuosidade de Beijing não dá prá esconder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1cpET4n0NI/AAAAAAAADIc/1MrwkrS4jps/s1600/DSC02270.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://lh4.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1cpET4n0NI/AAAAAAAADIc/1MrwkrS4jps/s200/DSC02270.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Os prédios aqui são grandes, grandes e bota grande nisso! Diferentes, modernos, vistosos. Cada um dá vontade de parar pra tirar uma foto, mas não caberia muito bem no quadradinho. A arquitetura é bem misturada e às vezes muito maluca e diferente de tudo, tudo o que já vi. São Paulo vira apenas mais uma cidade diante da grandeza de tudo isso aqui. As avenidas são quase todas muito largas, lembrando um pouco as de Brasília. Tento comparar, mas é bem difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Aqui tem grandes shoppings, mas são muito interessantes e chamam atenção pela variedade . às vezes penso que não deve ter moda por aqui, pois tem de tudo, pra todos os gostos possíveis e inimagináveis e de muita qualidade e também luxo. Quando minha mãe veio em 1994 só vendiam água em estado quase fervente, não se encontrava água gelada pra beber. Hoje a maioria das coisas que vejo por aqui não se encontra no Brasil. Pelo menos não com tanta variedade e qualidade. Fomos a shoppings populares de coisas bem baratas e nos mais luxuosos. O último que fui hoje deixa a grande Galeria Lafayette de Paris bem simplória. Não só falando em grandes marcas consagradas da moda européia, mas em outras novas e bem refinadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1L67C0mFlI/AAAAAAAAC4Y/bNuHrVTVJY8/s1600/DSC02158.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://lh5.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1L67C0mFlI/AAAAAAAAC4Y/bNuHrVTVJY8/s200/DSC02158.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Nos shoppings populares, que é onde se deve comprar de verdade, temos que pechinchar bastante. Uma banca atrás da outra e, quando paramos pra olhar alguma coisa, as chinesas vendedoras já se aproximam falando em bom inglês o quanto queremos pagar. Melhor não perguntar a elas o preço, pois a partir de então elas não irão desistir mais. Nos seguem, nos seguram, nos puxam a roupa, não nos deixam ir até fechar negócio. E a oferta é grande!!! Me parece que a lei é aumentar um zero a mais no preço. Quer dizer, se elas dizem que um tênis custa 250 yan é porque podemos comprá-lo por 25 yan, desde que pechinchemos bastante. E vale a pena. Pois a quantidade de coisas que se pode encontrar de qualidade de réplica de marcas conhecidas é enorme. E de coisas bem chinesas e muito lindas também. Bolsas, chapéus, camisetas, tênis, óculos, carteiras, etc, etc....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1L2hc68BKI/AAAAAAAAC0A/ngNZM11cMpc/s1600/DSC02073.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://lh4.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1L2hc68BKI/AAAAAAAAC0A/ngNZM11cMpc/s200/DSC02073.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;No primeiro dia que chegamos fomos a um mercado, na verdade uma espécie de feira. Ficamos surpresos com a variedade de comidas estranhas. Algumas coisas nunca tínhamos visto na vida, algumas eu nem sei bem o que eram e outras até conhecíamos, mas de um modo muito diferente. Desde que entramos neste mercado até hoje identificamos um cheiro típico da culinária chinesa. Está em todos os centros de alimentação e às vezes os perpassa. Também um sabor relacionado ao cheiro. Nos causou alguma estranheza no começo, algo que não sabemos dizer se gostamos ou não. Ontem fui com o Fernando e a Sissi comermos pizza e identificamos uma espécie de semente no tempero e descobrimos daí a origem do cheiro! Sissi disse-nos que é uma pimenta preta, mas não sei qual o nome disso no Brasil. Mas agora sabemos pedir quando não queremos esse tempero, o que facilitou &lt;span id="goog_1268426930719"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1268426930720"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1268428459989"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1268428459990"&gt;&lt;/span&gt;um pouco nosso paladar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1cnDCh-vLI/AAAAAAAADHA/88Jxl3xJzgQ/s1600/DSC02240.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://lh6.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1cnDCh-vLI/AAAAAAAADHA/88Jxl3xJzgQ/s200/DSC02240.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Tenho que parar um pouco para falar de Sissi. Ela é filha de uma amiga do meu pai, que é intérprete, e morou dois anos em Portugal. Ela fala um bom português e foi nos buscar no aeroporto e nos ajudar com tudo mais. Sissi já foi chegando bem despachada, como se nos conhecesse há anos. E essa foi a impressão que tive dela, o que nos trouxe uma rápida intimidade. Ontem eu e Fernando resolvemos sair com ela ao final da tarde e ela agora anda abraçada comigo o tempo todo. Abraçada mesmo, às vezes até cola o rosto no meu! Sissi me lembrou outras chinesas que conheci através do meu pai no Brasil e me levou à certificação de uma impressão já antiga de uma pureza de sentimentos que eles possuem. Nao fazem muita sala para se aproximar quando gostam da pessoa e expressam de modo muito espontâneo e intenso essa amizade. Não temem um sentimento de frieza do lado oposto. Falei com Sissi que os chineses eram um povo muito receptivo e aberto, diferente dos europeus. Ela não concordou, disse que são bem fechados e fiquei pensando nisso. Talvez sejam mesmo fechados no sentido de serem meio “carrancudos” e desconfiados num momento inicial. Mas quando por algum motivo se identificam com a pessoa estão dispostos a oferecer a ela a amizade mais pura e sincera, que não pede em troca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1xFLAmnisI/AAAAAAAADbc/aWVJHarptgs/s1600/DSC02441.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://lh4.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1xFLAmnisI/AAAAAAAADbc/aWVJHarptgs/s200/DSC02441.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Posso estar errada, mas vendo os programas de televisão chineses e o senso de humor que eles têm, percebo uma certa ingenuidade, o que me soa mesmo como uma pureza de sentimentos. Nada idealizado ou perfeito, simplesmente diferente de tanta malícia que estou acostumada a ver no Brasil e em tantos lugares.&amp;nbsp;Aqui os filmes e “novelas” são muito singelos e com pouco preconceito no sentido de piegas, essas coisas. No clipe da MTV chinesa o garoto chora quando a menina coloca uma flor com alfinete no seu casaco. Coisas assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vou ficando por aqui e vou tentar escrever um pouco todos os dias pra não acumular muita coisa. Ainda nem comecei a parte das visitas turísitcas/históricas. Imagine só...Mas cito abaixo algumas curiosidades até agora e posto algumas fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CURIOSIDADES BEIJING:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1L2xIq2W_I/AAAAAAAAC08/uBdghcPAplA/s1600/DSC02086.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://lh5.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1L2xIq2W_I/AAAAAAAAC08/uBdghcPAplA/s200/DSC02086.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;- Os taxistas quase todos ouvem novela chinesa no rádio e é muito engraçado, mesmo sem entender o que o locutor está dizendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os taxistas cobram sempre 1 yan a mais do preço da viagem devido ao custo do óleo do carro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A  maioria dos mictórios públicos femininos não tem vaso sanitário e sim mictório “feminino”, ou seja, buraco no chao!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os chineses são muito honestos no comércio cotidiano, quer dizer, sempre  correm atrás para devolver o troco, não gostam muito de gorjetas, essas coisas. Ah, e os taxistas não ficam dando voltas mesmo sabendo que somos estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A cidade é extremamente limpa, não se vê lixo no chão mesmoooo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todas (ou quase) as avenidas possuem ciclovias&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Durante o inverno eles tampam um determinado tipo de árvore. Colocam um “capuz” de pano em cada uma delas, o que fica muito engraçado, parecendo múmias nos jardins!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alguns sites aqui são proibidos, barrados pelo governo. Não dá pra entrar no facebook ou you tube, por exemplo. Ou mesmo no meu blog, que é blogspot!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Existe suco de mirtilhas!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O modo como contam o dinheiro é único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode parecer óbvio, mas tenho que dizer: os chineses são completamente diferentes uns dos outros, acho até que consigo delinear alguns tipos de grupos de traços bem diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não consegui achar shoyo nos restaurantes ainda, embora deva ter, é claro!"&lt;br /&gt;.........................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A&amp;nbsp;quem interessar,&amp;nbsp;postei&amp;nbsp;algumas fotos da viagem aqui &amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://picasaweb.google.com.br/lemos.julia"&gt;http://picasaweb.google.com.br/lemos.julia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S18FddGSN8I/AAAAAAAADko/LMmJG3Ebv80/s1600/DSC02571.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://lh3.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S18FddGSN8I/AAAAAAAADko/LMmJG3Ebv80/s400/DSC02571.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2189063637107914068-8623642984374962007?l=juliaemexcesso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/8623642984374962007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2010/03/china-primeiras-impressoes.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/8623642984374962007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/8623642984374962007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2010/03/china-primeiras-impressoes.html' title='China: primeiras impressões'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_K9Q1J4cMHMo/S1xFFedg9YI/AAAAAAAADbE/U9BPlCU9ANw/s72-c/DSC02429.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068.post-816145275441469064</id><published>2010-01-05T03:53:00.000-08:00</published><updated>2010-01-05T03:53:20.081-08:00</updated><title type='text'>Intervalo...</title><content type='html'>O ano já começou cheio de surpresas e muitos planos. Uma viagem incrível me espera e ainda tenho uma prova de doutorado pela frente. Talvez fique um tempo sem blogar, mas não abandonarei esse espaço. Essa também é uma meta para 2010!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2189063637107914068-816145275441469064?l=juliaemexcesso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/816145275441469064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2010/01/o-ano-ja-comecou-cheio-de-surpresas-e.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/816145275441469064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/816145275441469064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2010/01/o-ano-ja-comecou-cheio-de-surpresas-e.html' title='Intervalo...'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068.post-2668284160260829369</id><published>2009-12-29T14:52:00.000-08:00</published><updated>2009-12-29T15:01:26.740-08:00</updated><title type='text'>Via láctea dançarina!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://serurbano.files.wordpress.com/2009/09/nascimento_estrela.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" src="http://serurbano.files.wordpress.com/2009/09/nascimento_estrela.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Liberdade criativa em exercício é capaz mesmo de parir uma estrela dançarina. O caos da liberdade coletiva então... Deve parir uma constelação!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2189063637107914068-2668284160260829369?l=juliaemexcesso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/2668284160260829369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/12/via-lactea-dancarina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/2668284160260829369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/2668284160260829369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/12/via-lactea-dancarina.html' title='Via láctea dançarina!'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068.post-5527080859985401097</id><published>2009-12-23T06:09:00.000-08:00</published><updated>2009-12-23T11:27:58.363-08:00</updated><title type='text'>Capitalismo, socialismo e comunismo (II)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SzIeJGUZ7EI/AAAAAAAACx8/I_0AqUILLXk/s1600-h/HOMEM+DA+IDADE+DA+PEDRA.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SzIeJGUZ7EI/AAAAAAAACx8/I_0AqUILLXk/s200/HOMEM+DA+IDADE+DA+PEDRA.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou falar um pouco sobre tecnologia pra falar de tempo e liberdade. Marx me faz pensar em respirar ar novo e em liberdade mesmo tocando num assunto que a mim, particularmente, é estranho e parece distante: tecnologia. Liberdade e tecnologia: qual seria a relação?&lt;br /&gt;Ao que parece, desenvolvimento de tecnologia para Marx é desenvolvimento de possibilidades de libertação do homem. Libertação da obrigatoriedade de se gastar boa parte do tempo na produção de elementos para satisfazer necessidades. Necessidades estas infinitas, pois culturalmente e diariamente construídas. Para Marx o aprimoramento da tecnologia não é mérito daqueles que a financiaram. É um ganho da humanidade como um todo, parte de uma capacidade especificamente humana  -  já que o homem na atividade prática não só se aprimora como também aprimora o modo de fazer tal atividade. A humanidade aprimora a tecnologia levando o homem a precisar de menos tempo para produzir. Menos tempo para produzir itens necessários deveria levar a mais tempo livre para se fazer o que quiser. Cada um tendo boa parte do tempo livre para gastar como bem queira é a verdadeira possibilidade de exercício das liberdades diversas. Homens exercendo suas liberdades provavelmente são homens gastando mais tempo desenvolvendo novas necessidades, novos prazeres, novas vidas, novas humanidades. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hannah Arendt fez uma crítica a Marx afirmando uma intenção deste de reduzir os homens a meros animais laborans. No meu entender ele busca exatamente o contrário, pois trata não da liberdade para  a maioria exercer o labor, mas sim de reduzir o tempo necessário das atividades para produção material a fim de que se reste mais tempo a todos para exercer o saber sem a segregação da práxis. Mas se o capitalismo contribui por um tempo para o desenvolvimento das forças produtivas, ele também gera possibilidades de relações de produções novas, que façam melhor uso das novas forças produtivas aprimoradas até então. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://conversademenina.files.wordpress.com/2009/03/tempo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="160" src="http://conversademenina.files.wordpress.com/2009/03/tempo.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os limites do capitalismo se encontram exatamente nas relações de produção - que já não servem ao aprimoramento da tecnologia e já não permitem o usufruto do tempo para que todos exerçam suas liberdades - pois é apropriação do tempo na sua roupagem de valor de troca, mercadoria, fetiche, lucro, em suma, apropriação não só exploradora de alguns, mas aprisionadora de toda humanidade. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recentemente Mike Palecek, em um artigo para um site de discussão marxista, trouxe algumas informações que achei muito interessantes por demonstrarem que o capitalismo parece ter adentrado de fato numa fase em que não mais contribui para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia. Se antes podíamos admitir que era um sistema que propiciava melhor desenvolvimento das forças produtivas, ainda que com relações de produção desumanas, hoje nem mesmo tal desenvolvimento pode ser usado para o argumento, já insuportável, das vantagens de se manter a exploração de 2/3 dos habitantes do planeta. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Crescemos com a imagem do capitalismo como sistema que traz inovação nos campos tecnológicos e científicos devido à combinação de competição e lucro. Essa receita parecia ser infalível para o estímulo a novos inventos medicinais, tecnológicos, etc... O neoliberalismo propagandeou o livre mercado como o melhor campo para o estímulo ao avanço da ciência. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Palecek afirma que tal concepção hoje não se passa de um mito e chama atenção para alguns aspectos:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.marxist.com/images/stories/science/Darwinius_masillae.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://www.marxist.com/images/stories/science/Darwinius_masillae.jpg" width="130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. A descoberta recente de um fóssil importantíssimo para pesquisas acerca da teoria da evolução que desde 1983 foi privado dos estudos científicos devido ao fato de ser propriedade de um colecionador, demonstrando a transformação desses tesouros históricos em meras moedas de barganha em mercados para proprietários milionários. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. A falta de medicamentos para combater a pandemia da AIDS, principalmente na África, demonstrando a distribuição dos remédios relacionada especificamente ao lucro. O lucro com a existência da AIDS, através da venda de amenizadores dos sintomas, também seria um desestímulo para a busca de vacinas eficazes contra a doença. O mesmo também ocorre com doenças como o câncer. Palecek afirma que a descoberta da molécula DCA como eficaz para a morte de células cancerígenas na University of Alberta não foi um estímulo para pesquisas privadas diante da impossibilidade de se patentear o DCA. A necessidade de se obter lucro com o desenvolvimento de novos medicamentos muitas vezes acaba por impedir a descoberta de desenvolvimento de possíveis tratamentos eficazes. A mão invisível e o estado mínimo do neoliberalismo não são mesmo um conto de fadas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3. O boicote do desenvolvimento do carro elétrico, demonstrado no documentário "Who Killed the Electric Car". A tecnologia de bateria NiMH, por hidrogênio, teria sido patenteada pela compania de petróleo Chevron, que recusa a venda da tecnologia para estudos científicos e permite apenas a produção de carros híbridos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4. A rapidez do governo americano, temeroso dos nazistas,  no desenvolvimento da tecnologia de fissão nuclear e construção da bomba atômica, em detrimento do setor privado.  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que a bomba atômica não foi uma descoberta para aprimoramento da humanidade, mas o desenvolvimento da tecnologia de fissão nuclear abriu caminhos para novas formas de uso de energia, com menor exploração do meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que importa salientar neste artigo do Palecek é como a competição possui uma dupla face. Pode, por um lado, servir como motivadora do desenvolvimento de novos produtos e, por outro lado, servir para impedir de virem a tona novas descobertas importantes. Se por um lado a posse de patentes pode ser uma maneira eficaz de estimular novos estudos e avanços ela também pode ser uma barreira na medida em que coloca no escuro confidencial diversas descobertas, impedindo um grupo de colaborar no projeto do outro e avançarem a ciência a favor da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.portaldaadministracao.org/wp-content/uploads/2007/08/chess-poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://www.portaldaadministracao.org/wp-content/uploads/2007/08/chess-poster.jpg" width="149" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As crises no capitalismo têm demonstrado que o neoliberalismo é sempre descartado e o sistema público é acionado quando se trata de buscar soluções amenizadoras.  A importância de um planejamento estratégico que vise todo o conjunto da sociedade é bastante valorizada quando o capitalismo precisa de um fôlego para continuar existindo. O que me faz lembrar, inevitavelmente, a experiência soviética. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se trata de desconsiderar que os desejos da burocracia no sistema soviético também consistiu em barreiras diversas e nem de exaltar um modelo como perfeito. Mas de salientar em que medida alguns aspectos podem ser tomados hoje como exemplos de novos paradigmas na construção de uma realidade nova. Sem o velho chavão de que o socialismo simplesmente não deu certo, podemos citar muitos fatores de sucesso extremamente relevantesdo ponto de vista estrutural.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.uwsp.edu/geo/projects/geoweb/participants/dutch/GRAPHIC0/Spacecraft/sputnik1.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://www.uwsp.edu/geo/projects/geoweb/participants/dutch/GRAPHIC0/Spacecraft/sputnik1.gif" width="175" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma economia planejada nacionalmente como foi a soviética pôde fazer com que um país semi-feudal chegasse a concorrer em pé de igualdade no que tange à inovações tecnológicas do ícone capitalista mundial. O lançamento do primeiro satélite artificial na órbita da Terra, o Sputinik 1, foi realizado pela URSS em 1957: a primeira vez que o homem foi ao espaço e que se construiu uma sede espacial. Astronomia, química, matemática, os russos conseguiram levar pra bem longe as descobertas científicas através de um caminho alternativo à competição. Construíram um modelo de desenvolvimento de todo o seu território, sem o risco de concentrações urbanas ou desigualdades regionais excepcionais. Priorizaram a criação de possibilidades para expansão do sistema educacional, estatizando-o. Estatizaram também as patentes e os segredos coorporativos que obstruem avanços da ciência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Sobre as diversas atrocidades que ocorreram&amp;nbsp; não é preciso citar. Os publicitários do neoliberalismo já espalharam por aí. Personalismo, radicalismo, assassinato de cientistas, enclausuramento de idéias, liberdades e expressões artísticas, perseguições, enfim... De fato existiu a dureza de um Estado no afã de erguer todos os sucessos citados anteriormente, resistir e vencer o nazismo e vencer, ainda, as ilusões do sistema de mercado impregnadas em todo o resto do mundo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://judsoncanto.files.wordpress.com/2009/11/salvador-dali-new-man1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="169" src="http://judsoncanto.files.wordpress.com/2009/11/salvador-dali-new-man1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Mas pode-se dizer que o socialismo não funcionou por conta da experiência soviética? O capitalismo funciona? O que é socialismo? Que mundo queremos? Se as opiniões do velho Marx ainda nos valem, a pergunta que se coloca agora é o que fazer com tanta tecnologia alcançada. Quais as possibilidades de sociedade a tecnologia nos coloca? Quais as relações de produção e de vivência humana somos capazes de construir? O que o momento nos permite começar hoje?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu também não sei as respostas. Mas tenho um sonho. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Continua...)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2189063637107914068-5527080859985401097?l=juliaemexcesso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/5527080859985401097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/12/capitalismo-socialismo-e-comunismo-ii.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/5527080859985401097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/5527080859985401097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/12/capitalismo-socialismo-e-comunismo-ii.html' title='Capitalismo, socialismo e comunismo (II)'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SzIeJGUZ7EI/AAAAAAAACx8/I_0AqUILLXk/s72-c/HOMEM+DA+IDADE+DA+PEDRA.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068.post-5485317540488416659</id><published>2009-12-18T20:07:00.000-08:00</published><updated>2009-12-18T20:07:33.005-08:00</updated><title type='text'>Uva e arte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SyxQxDIxQhI/AAAAAAAACx0/dRoLpgldyOY/s1600-h/uva.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SyxQxDIxQhI/AAAAAAAACx0/dRoLpgldyOY/s200/uva.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem à noite senti um cheiro gostoso de uva niágara na cozinha logo que cheguei. Foi quando o natal começou. Lembranças das expectativas de infância para passar a festa em São Paulo, com a minha família por parte de mãe. As celebrações sempre aconteciam na casa do meu avô Arnaldo, um ator magnífico e pessoa única. Por ser essa minha família cheia de artistas, a noite do natal sempre foi o momento de ver uma prima declamar um poema, o outro tio apresentar uma esquete, o outro contar piada, a Maíra cantar e os primos, juntos, apresentarem uma pecinha de teatro. Hoje não há mais tanta exaltação. Algo simplesmente morreu com o tempo. Mas viajo amanhã cedo pra reencontrar essas pessoas lindas que me ensinaram a ter necessidade de respirar arte. Um amor que se exerce apenas no natal, quando nos encontramos. E que dura o ano inteiro, pois já está impregnado em mim desde a infância em forma de música, cores, drama e poesia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2189063637107914068-5485317540488416659?l=juliaemexcesso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/5485317540488416659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/12/uva-e-arte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/5485317540488416659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/5485317540488416659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/12/uva-e-arte.html' title='Uva e arte'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SyxQxDIxQhI/AAAAAAAACx0/dRoLpgldyOY/s72-c/uva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068.post-7226656957141616197</id><published>2009-12-16T11:44:00.000-08:00</published><updated>2009-12-16T12:13:37.947-08:00</updated><title type='text'>Capitalismo, socialismo e comunismo (I)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/Syk3KR0XsBI/AAAAAAAACxk/le1Y8O94vGo/s1600-h/muro+berlim+1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/Syk3KR0XsBI/AAAAAAAACxk/le1Y8O94vGo/s320/muro+berlim+1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A queda do muro de Berlim ou o fim da URSS nunca me pareceram boas justificativas para a afirmação de que o socialismo e o sonho por um mundo melhor tenham chegado ao fim. Acho prematuro historicamente e simplificador afirmar que o socialismo morreu ou comprovou sua inviabilidade por suas falhas diversas nas experiências vividas. Também me impressiona a suposição que transparece nas reticências que imagino ter na afirmação de que o socialismo não deu certo: a de que o capitalismo sim teria se comprovado como um sistema econômico-político de sucesso. Nunca se afirma, ao descartar a possibilidade do socialismo, que o capitalismo também não deu certo.  Gostaria de acreditar que a exaltação ou apatia em relação ao contexto capitalista se desse somente por aqueles que de fato lucram com esse sistema. Mas tenho que admitir, infelizmente, que a descrença no socialismo como alternativa parte até mesmo daqueles que se indignam com as conseqüências de uma organização social que se pauta sempre pelo capital. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante desse fato, acho que a primeira questão que deveria ser levada em conta não é a alternativa ao capitalismo e sim a realidade dele. Alguém em sã consciência poderia concordar que este sistema que mantém 2/3 da população na miséria deu certo?  Que é um sucesso? A não ser aqueles que estão cegos por sua individualidade de vantagens ou pelas ideologias próprias do mercado, ninguém poderia. Estaríamos então diante de uma única afirmação passível de ser consenso: bom ou não, o capitalismo se instaurou e se firmou. Solidificou-se de tal forma que parece loucura acreditar que irá simplesmente desaparecer tal como os sistemas anteriores. Na minha opinião só mesmo o velho Marx pode demonstrar que esse devaneio não é ilusório e que no capitalismo tudo que é sólido, um dia, começa a se desmanchar no ar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/Syk5QIwXUFI/AAAAAAAACxs/7c0vS6IHERg/s1600-h/marx+jovem.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/Syk5QIwXUFI/AAAAAAAACxs/7c0vS6IHERg/s200/marx+jovem.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poucos como Marx acreditaram tanto na necessidade do alto desenvolvimento do capitalismo no mundo para que se tivesse um dia uma organização econômica e política mais humana e menos animal. Embora Marx tenha defendido, em uma carta-resposta ao seu crítico Annenkov, que talvez nem todos os países precisassem passar pelo capitalismo, ele considerou que a existência deste sistema por muito tempo no planeta era não só a realidade possível como também indispensável a fim de desenvolver diversos aspectos que um dia tornasse a si mesmo (ao próprio capitalismo) completamente desnecessário e também insustentável. Esse posicionamento de Marx gerou tantas interpretações quanto são as correntes de esquerda, centro ou direita que se distribuíram no mundo: Eduard Bernstein foi o pai da social-democracia, Kautsky pai do economicismo, Lênin da esquerda política revolucionária, Stálin da ditadura tecnicista, Trótsky do internacionalismo, Gramsci da transformação pela educação, Korsch do movimento autogestionário, etc, etc, etc. Embora todas essas correntes se encontrem em algum ponto, elas defendem práticas tão diversas que me levam a pensar como é possível afirmar que o socialismo simplesmente não deu certo.  Não seria preciso distinguir, antes de mais nada, de que tipo de socialismo está se falando ao se confirmar sua falência? Além do mais, considerando que esteja se tratando da experiência soviética, será mesmo possível dizer que não deu certo ou não teve sucesso simplesmente porque foi engolida pelo capitalismo? &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trata-se da compreensão que se tem do que é, afinal, sucesso. O velho jogo de linguagem de que falou Wittgenstein pode justificar tanta confusão que, na prática, leva a decisões e posicionamentos políticos lamentáveis. Se falarmos em sucesso do ponto de vista de permanência temporal ou vitória sobre o capitalismo mundial, até podemos concordar. Mas antes é preciso dizer de que tipo de sucesso se está falando. Porque o jogo de linguagem para este significante irá variar nas diversas complexidades sociais: suprimento de necessidades sociais a nível animal, suprimento de necessidades além das animais, exercício da liberdade, participação política, qualidade de vida, desenvolvimento da ciência, tecnologia, nível educacional, interação  com o meio ambiente natural, dentre outros.     &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marx não defendeu que o Estado como aparelho político de sustentação da burguesia terminaria com a revolução porque seria destruído, mas sim que tal aparato simplesmente desapareceria com o tempo e daria lugar a um outro sistema, o comunismo. Como em sua opinião esse desaparecimento seria gradativo, chegaria o momento em que uma revolução far-se-ia necessária no intuito de acelerar o processo. A revolução não seria o fim do capitalismo e início do comunismo, mas sim a passagem para um sistema entre sistemas. O socialismo seria como um sistema de passagem, em que hora se pareceria mais capitalista e hora se afirmaria mais como possibilitador do comunismo. Não há ditadura do proletariado no comunismo de Marx, já que não há classes neste sistema. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que as diversas discussões em torno da obra de Marx se dá justamente acerca do que seria tal gradação. Embora eu não tenha uma opinião fechada acerca dessa questão, considero ter compreendido em meus estudos que o ponto nodal acerca de tal gradação se dá em torno da compreensão dos conceitos forças de produção e relações de produção, mais especificamente, nos (não)limites entre tais conceitos e na forma como a superestrutura social adentra a infraestrutura por meio das relações de produção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podemos dizer que a experiência de socialismo &lt;b&gt;no leste europeu&lt;/b&gt; dos últimos anos, sob determinados moldes de interpretação do que seja socialismo, sucumbiu. Quanto ao sucesso desta experiência, em comparação à Marx e ao capitalismo, é um outro debate. Falarei sobre isso no próximo texto para não ficar muito extenso. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/Syk1wYQzgHI/AAAAAAAACxc/Dz3MFVVRMQA/s1600-h/foice+martelo+mulher.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/Syk1wYQzgHI/AAAAAAAACxc/Dz3MFVVRMQA/s200/foice+martelo+mulher.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Mas antes quero dizer algo: as minhas maiores motivações para pesquisar esse assunto são duas. Uma é social, relacionada à minha indignação com tanta desigualdade e miséria. A outra é bem pessoal, relacionada ao meu desejo de direito à preguiça, ao ócio, ao livre exercício dos prazeres, do não aprisionamento utilitarista das minhas capacidades e desejos. Embora essa segunda motivação seja mais individual, ela também não deixa de ser coletiva. A realização do ser em sua humanidade só pode mesmo se dar quando a humanidade se realizar nos seres, quer dizer, do ponto de vista humano só é possível realizar a máxima libertação e afastamento da condição animalesca quando as necessidades de comer, beber, se vestir, ter abrigo já não forem problemas que demandem tempo a ser resolvido. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nisso Marx é apaixonante. Ele é um filósofo da práxis que trata do tempo em todos os prismas: materialidade, invólucro, valor, fetiche, exploração, desigualdade e possibilidade de liberdade na relação do homem em ação. Marx estudou a realidade, de fato, do tempo. E é o tempo que envolve, no final das contas, a possibilidade de se poder construir e dar um sentido à vida, não só à minha vida, mas à de toda a humanidade. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Continua...)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2189063637107914068-7226656957141616197?l=juliaemexcesso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/7226656957141616197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/12/capitalismo-socialismo-e-comunismo-i.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/7226656957141616197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/7226656957141616197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/12/capitalismo-socialismo-e-comunismo-i.html' title='Capitalismo, socialismo e comunismo (I)'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/Syk3KR0XsBI/AAAAAAAACxk/le1Y8O94vGo/s72-c/muro+berlim+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068.post-1123014180468531955</id><published>2009-12-14T04:13:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T04:39:58.314-08:00</updated><title type='text'>Roupa no varal</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:Georgia;	panose-1:2 4 5 2 5 4 5 2 3 3;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:16.0pt;	font-family:Georgia;	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	font-weight:bold;	mso-bidi-font-weight:normal;}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SyYobBgipnI/AAAAAAAACxU/OhSvosEqPFs/s1600-h/varal.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SyYobBgipnI/AAAAAAAACxU/OhSvosEqPFs/s200/varal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small; font-weight: normal;"&gt;&amp;nbsp;Minha mãe vive tentando trocar de lugar o varal do quintal para ele ficar mais escondido das visitas. Não concordo. Sempre achei lindo as roupas ventando no varal. Gosto de ver que a vida está latente na casa, que o cachorro está latindo atrapalhando a ouvir tv e que as crianças grudaram &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small; font-weight: normal;"&gt;na parede do quarto &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;o desenho que fizeram. Não que eu goste de toalha molhada em cima da cama e roupa suja no chão. Mas me incomoda uma casa que não interage com a vida dos seus moradores. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2189063637107914068-1123014180468531955?l=juliaemexcesso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/1123014180468531955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/12/roupa-no-varal.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/1123014180468531955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/1123014180468531955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/12/roupa-no-varal.html' title='Roupa no varal'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SyYobBgipnI/AAAAAAAACxU/OhSvosEqPFs/s72-c/varal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068.post-812064477258744800</id><published>2009-12-13T21:00:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T03:05:47.311-08:00</updated><title type='text'>Liberdade e contravenção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SyXF2PbaIVI/AAAAAAAACwk/jcRkAJFSe5Y/s1600-h/PuntaDelEste+%2889%29.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SyXF2PbaIVI/AAAAAAAACwk/jcRkAJFSe5Y/s200/PuntaDelEste+%2889%29.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trago em mim desde muito cedo um sentimento que não sei nomear e que não sei dizer quando foi que começou a me atormentar. Nunca fui uma criança travessa, dessas de subir nos galhos mais altos das árvores ou correr desgoverna-damente arriscando ralar o joelho em cima da ferida antiga. Nem de fugir da aula para ir à feira agropecuária da cidade ou experimentar cigarro escondido. Mas dentro da minha retidão de comportamento, da boa e "educada" menina, nunca faltou energia e intensidade para a contravenção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O que ocorreu por um bom tempo foi um atraso ou confusão em saber direcionar essa intensidade que vive querendo explodir de alguma forma reconhecidamente fora das "regras". Talvez o tormento tenha surgido mais tarde porque nunca tive uma educação muito conveniente com o padrão geral. Meu pai matou o Papai Noel antes mesmo que eu conhecesse de fato a fábula de natal. Minha mãe não fazia a mínima questão de me cobrar frequência na escola e boas notas. Eles estavam muito preocupados e ocupados em construir estratégias que pudessem acelerar a derrocada do perverso sistema capitalista. E disto sim faziam questão: demonstrar para nós, as filhas, tal perversidade do capitalismo e a necessidade de se posicionar e lutar por seu fracasso inevitável. Por um bom tempo a minha satisfação em nadar contra a corrente ou "matar" meus pais foi seguir a cartilha da disciplina de uma aluna exemplar e ter uma religião rígida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora tenham existido orientações firmes, meus pais me deramliberdade de ação, decisão e posição&amp;nbsp;&amp;nbsp; desde a infância. Por isso veio tão cedo a noção de responsabilidade. Não só por não saber o que fazer com o presente que ganhei já na maternidade quanto por não saber como romper com o cordão umbilical. Mas houve algum momento em que a opção por uma vida certinha e convencional deixou de ser a melhor que eu pudesse fazer com essa liberdade. Houve um momento em que seguir o caminho planejado nos moldes de um "futuro promissor", planejado cuidadosamente dentro das receitas padrões, passou a significar para mim um enorme risco de não viver - de verdade -&amp;nbsp; e de não conhecer todas as complexidades humanas. E de não contribuir com o que talvez eu tenha de melhor. Talvez porque eu tenha me dado conta de fato sobre o que acredito: que não se vive duas vezes. Ou talvez porque eu tenha entendido a diferença positiva entre convenção e contravenção social .Ou&amp;nbsp; ainda talvez entendido por que é que o homem de barbas brancas que meus pais fizeram questão de fazer com que eu acreditarsse tenha sido Marx e não Papai Noel. Só sei que, agora, optar pelo cotidiano socialmente comum e de valores mesquinhos passou a ser um risco enorme.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Risco de simplificar os signos e significados sem combinações exatas,&amp;nbsp; descartar um mundo cheio de possibilidades, cores, sons e desejos por um espelho artificial, encaixar o cotidiano em uma fôrma que não é a mais bonita e, muito menos, a mais promissora e segura. Risco de ratificar a harmonização forçada de uma realidade cheia de hipocrisias e recalques.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A escolha pela disciplina quando da minha posse prematura da liberdade se deu por pura rebeldia. Mas me levou a uma descoberta importante: a de que ser livre não é viver em&amp;nbsp; um mundo sem regras. Ser livre é viver e permitir viver com intensidade tudo aquilo que nos faz mais humanos , que nos realiza profundamente em nossa individualidade e coletividade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve um momento em que descobri que optar por ter disciplina e responsabilidade não é o mesmo que optar pelo convencional. A questão é o referencial de que se parte, o que se toma como verdadeira "travessura" ou trasngressão. A contravenção exige ainda mais responsabilidade, pois parte da consciência da posse da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que me atormenta há algum tempo é a necessidade de viver a contravenção, porque descobri que não vivê-la é não só falta de fidelidade a mim como também falta de responsabilidade com a esperança humana de um mundo melhor. Viver o convencional nos dias de hoje é falta de respeito com o que há de mais belo no mundo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2189063637107914068-812064477258744800?l=juliaemexcesso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/812064477258744800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/12/liberdade-e-contravencao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/812064477258744800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/812064477258744800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/12/liberdade-e-contravencao.html' title='Liberdade e contravenção'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SyXF2PbaIVI/AAAAAAAACwk/jcRkAJFSe5Y/s72-c/PuntaDelEste+%2889%29.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068.post-1228591690325343586</id><published>2009-12-01T18:34:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T18:56:07.470-08:00</updated><title type='text'>Transe em Chico</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SxXR5AF9hRI/AAAAAAAACwA/OmiwyT5GgpE/s1600/chico_buarque_a.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SxXR5AF9hRI/AAAAAAAACwA/OmiwyT5GgpE/s320/chico_buarque_a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podem me chamar de conservadora, nostálgica ou desatenta às novas criações musicais. Mas eu não consigo parar de ouvir Chico. De novo. O pior, ou melhor, é que descobri umas praticamente inéditas para mim, quer dizer, já tinha escutado, mas nunca ouvido de verdade. Algumas bossas muito gostosas como “Lígia” (uma ironia bem melancólica), “Januária”, (uma delícia de cantar), “Desencontro” (doííída...mas não choro), “Pois é” (essa eu acho que ele fez juntamente com o Tom). “Romance”, que é muito linda... &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar do orgasmo musical que “Construção” traz naquele arranjo que começa lento e fica cheio de pressa no final, algo simplesmente incomparável, tem dias que estou mais pra bossa mesmo, querendo uma emoção mais contida. Emoção mais romântica também. Porque “Construção” é toda a raiva desse mundo se exalando, parece que a música tem até um odor sufocante e uma imagem turva. Bossa é para aquelas manhãs em que o dia não quer acordar e que nada pede atitudes bruscas ou revolta, mas simplesmente uma tristeza orgulhosa. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem música do Chico pra quase todos os sentimentos que me aparecem. Aquela do “sonho medonho”, nem sei o nome dela, é pura vingança. Não precisa chegar a se vingar de fato, é só ouvir a música e cantar bem alto.  Pra todas as minhas lembranças tem um Chico Buarque pra ser tema de fundo, pra contar exatamente o que se passou. E é mesmo melhor sofrer “em dó menor” como ele diz. Até  os infiéis podem se redimir ao ouvirem que  “mesmo sendo errados os amantes, seus amores serão bons”. &lt;i&gt;As canções são bonitas, não importa. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse velho Chico tem tanta música de sublimação que não dá pra enumerar. “Roda-viva” figura muito bem aqueles momentos em que simplesmente nos sentimos impotentes e limitados com o correr das coisas que, já dizia outro poeta, “embrulha tudo” pedindo coragem. “Rosa-dos-Ventos” é de chorar, é a música da revolução acontecendo. Vejo até a multidão furiosa inundando tudo. Não pode haver nada mais lindo. As românticas já não posso mais ouvir, estão como um disco riscado e é melhor dar um tempo. Mas eu não poderia deixar de mencionar “O que será”. Que será? E “Cecília’. &lt;i&gt;Na sua presença, palavras são brutas...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chico pra mim não tem nada a ver com o que chamam de “Cult” (alguns) ou utrapassado (outros) ou fase (outros outros). Simplesmente povoa muito a minha vida, assim como tanta coisa musical boa que também existe por aí. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Música pra mim é transe, tem que torcer a alma. Por isso pouca coisa me irrita tanto quanto interromper um orgasmo musical meu, ainda que silencioso, abaixando ou desligando o som. Seja Chico ou outro entorpecente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2189063637107914068-1228591690325343586?l=juliaemexcesso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/1228591690325343586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/12/transe-em-chico.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/1228591690325343586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/1228591690325343586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/12/transe-em-chico.html' title='Transe em Chico'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SxXR5AF9hRI/AAAAAAAACwA/OmiwyT5GgpE/s72-c/chico_buarque_a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068.post-723964141000154520</id><published>2009-11-29T20:00:00.000-08:00</published><updated>2009-11-29T17:16:08.987-08:00</updated><title type='text'>Picante, ardido ou amargo?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SxLtuKtHVnI/AAAAAAAACvE/UhqLAZV9GAc/s1600/rabanete-flex.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 186px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SxLtuKtHVnI/AAAAAAAACvE/UhqLAZV9GAc/s200/rabanete-flex.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409647479828731506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho algumas teorias sobre alimentos e sabores que às vezes parecem absurdas. Acho que agora sei a quem puxei: meu pai! Costumo dizer que certas coisas que comemos, ao serem processadas pela saliva, liberam um sabor semelhante a coisas totalmente diferentes. Uma das experiências comprobatórias é a mistura de pão lotado de requeijão com leite lotado de chocolate. Quando misturados na boca ficam com um gosto totalmente inesperado: carne! Isso é tão certo que acabei diminuindo o requeijão e o chocolate, já que a intenção no café da manhã não é sentir aquele gostinho de carne. Disse pra Lian que talvez fosse pelo fato do requeijão ter muita proteína, assim como a carne. Confesso que ela tem razão em ter rido disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ontem percebi que meu pai deve ser a fonte dessas insanidades sobre os alimentos. Falei pra ele que percebi que a apreciação dos sabores mudam com os anos. Quando crianças, não gostamos de misturar doce com salgado e quando adultos começamos a apreciar muito a mistura agridoce: passas com arroz, geléia com pão, panetone... Ele concordou e me disse mais: que quando adultos mais velhos passamos a gostar mesmo é do amargo. Chocolate amargo, guariroba... Então eu concluí que vai demorar pra eu envelhecer, pois odeio guariroba e rabanete. Daí ele veio com sua teoria: rabanete não é amargo, é picante. "Picante é pimenta pai, rabanete é amargo sim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai ficou um bom tempo tentando me convencer que existem três caracterizações diferentes: amargo, picante e ardido. De acordo com ele, pimenta é ardido, rabanete é picante e guariroba é amargo. Então tá né! Ele é a minha "fonte"!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2189063637107914068-723964141000154520?l=juliaemexcesso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/723964141000154520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/11/picante-ardido-ou-amargo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/723964141000154520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/723964141000154520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/11/picante-ardido-ou-amargo.html' title='Picante, ardido ou amargo?'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SxLtuKtHVnI/AAAAAAAACvE/UhqLAZV9GAc/s72-c/rabanete-flex.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068.post-4636496277141143708</id><published>2009-11-29T19:20:00.000-08:00</published><updated>2009-11-29T17:23:07.323-08:00</updated><title type='text'>Benjamin: repetição</title><content type='html'>A última denúncia envolvendo o Lula é mesmo muito ridícula. Surpreendente é ela ter partido de César Benjamim, um ícone da intelectualidade da esquerda do Brasil. Para mim demonstra apenas que não há limites para a perversidade do jogo da política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez o nível desceu muito, o que indica a baixaria que há de vir na campanha de 2010. Benjamim disse em artigo que numa conversa informal, em 93, Lula teria afirmado que tentou abusar de um jovem militante durante uma prisão no DOPS. Ainda aponta testemunhas da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos publicitários que estariam presentes, Paulo de Tarso, mandou nota à Folha esclarecendo que o almoço mencionado por Benjamim ocorreu, mas que não se recorda de tal afirmação de Lula, nem mesmo da presença de Benjamim. Já o publicitário Silvio Tendler, testemunha em que Benjamim não lembrava do nome, afirmou que Lula contou uma piada e lamenta se Benjamim não é capaz de compreender uma piada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SxLoJ-xviBI/AAAAAAAACu8/9cLayAn2S2E/s1600/pilha_dinheiro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SxLoJ-xviBI/AAAAAAAACu8/9cLayAn2S2E/s200/pilha_dinheiro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409641360593487890" /&gt;&lt;/a&gt; Fiquei imaginando a cena: Lula contando de seus dias de prisão no DOPS e afirmando em tom de brincadeira algo como "tanto tempo sem mulher que eu quase peguei fulano"... E agora, 10 anos depois, um cara como o Benjamim recebe uma proposta milionária para falar algum podre do antigo amigo. Não tendo o que falar, solta esse absurdo. Lula disse estar muito triste e que a afirmação de Benjamim "é loucura". Já aprendi que esse tipo de insanidade não é só loucura, é maldade mesmo. Só posso concluir que aquilo que aprendemos nos desenhos sobre bem e mal existe sim no mundo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda me perguntam por que é que eu não milito no mundo parlamentar! Eu simplesmente não tenho disposição para lidar com a difamação, ainda mais num país em que a imprensa dominante faz questão de confundir as pessoas jogando todos os parlamentares no mesmo balaio. E onde tanta gente acha que esse analfabetismo político, exercício de generalização, é sinônimo de consciência crítica. Principalmente muita gente de "esquerda" que eu conheço, que não sabe respeitar aqueles que possuem outra estratégia para mudar a sociedade que não seja só o "quanto pior, melhor". Acho que Benjamin não foi mais uma decepção, mas sim mais uma repetição. Repetição da falta de caráter dos que se dizem "de esquerda".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2189063637107914068-4636496277141143708?l=juliaemexcesso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/4636496277141143708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/11/benjamin-repeticao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/4636496277141143708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/4636496277141143708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/11/benjamin-repeticao.html' title='Benjamin: repetição'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SxLoJ-xviBI/AAAAAAAACu8/9cLayAn2S2E/s72-c/pilha_dinheiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2189063637107914068.post-6242905842036361740</id><published>2009-11-27T11:42:00.001-08:00</published><updated>2009-11-29T17:31:40.614-08:00</updated><title type='text'>Por que escrevo</title><content type='html'>Parei de escrever há algum tempo por não saber definir. Porque em cada palavra os limites pareciam me apertar, sufocar o que já está caindo pelas bordas quando se escreve para saber sentir. Mas hoje esses limites tentam me caber e eu escolho aqueles bem largos, que aceitam, que se delineiam com o contraditório, com as fugas e vindas dos sonhos e verdades. Verdade. Palavra feia que me parece querer ser gente. E nunca vai conseguir. Mesmo com tanto tipo de gente que existe, a verdade está fora da realidade. Ela pede margens segmentadas, mas elas sempre tocam os dois limites. Eu passo em quase todos eles, por isso não estou em nenhum. A margem se apaga que nem pegada na areia sob o mar. Agora escrevo porque vi que as palavras pouco tem a ver com barreiras. Palavra feia que tanta gente quer ser. Eu não.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SxMgS2i6TnI/AAAAAAAACv4/ihVe2p9o5DM/s1600/areia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SxMgS2i6TnI/AAAAAAAACv4/ihVe2p9o5DM/s200/areia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409703085653773938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2189063637107914068-6242905842036361740?l=juliaemexcesso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/feeds/6242905842036361740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/11/por-que-escrevo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/6242905842036361740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2189063637107914068/posts/default/6242905842036361740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juliaemexcesso.blogspot.com/2009/11/por-que-escrevo.html' title='Por que escrevo'/><author><name>Julia Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14593618660413328268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/-uvuAhPqF1Aw/TYPUeDDOi7I/AAAAAAAAD6k/8YlOM50WWKE/s220/Foto-21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_K9Q1J4cMHMo/SxMgS2i6TnI/AAAAAAAACv4/ihVe2p9o5DM/s72-c/areia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
